Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Itália não colabora e põe em risco acusação ao agente português do SIS detido em Roma

TOUPEIRA RUSSA. Frederico Carvalhão Gil tem como companheira uma cidadã da Geórgia, país que fez parte da União Soviética até 1991. E as fotos que foi publicando no seu Facebook mostram que era habitual viajar pelos antigos territórios da Cortina de Ferro

Fontes próximas da investigação garantiram ao “Diário de Notícias” que, passados seis meses da operação que levou à detenção em flagrante de Frederico Gil e de Sergey Pozdnyakov, as autoridades italianas ainda não enviaram ao Ministério Público as provas apreendidas ao agente de Moscovo

A acusação de espionagem ao agente português do SIS Frederico Carvalhão Gil, detido em Roma a 23 de maio, quando alegadamente vendia segredos do país e da NATO a um espião russo, pode estar em risco por falta de colaboração das autoridades italianas, conta o “Diário de Notícias” esta terça-feira.

Fontes próximas da investigação garantiram ao matutino que, passados seis meses da operação que levou à detenção em flagrante de Frederico Gil e de Sergey Nicolaevich Pozdnyakov, as autoridades italianas ainda não enviaram ao Ministério Público as provas apreendidas ao agente de Moscovo.

Para aumentar ainda mais esta confusão, em julho, Pozdnyakov foi libertado pelas autoridades italianas sem que fosse permitido que o russo fosse interrogado por Portugal.

Esta falha da colaboração por parte de Itália e o atraso que provoca na investigação terá sido um dos motivos que levou os procuradores titulares da investigação, João Melo e Vítor Magalhães, a requererem ao Tribunal Central de Investigação Criminal, uma declaração de “excecional complexidade” do processo para dar mais tempo aos investigadores, revela o “DN”.

A operação que apanhou o espião português em flagrante foi realizada com o apoio da Eurojust - entidade que promove a cooperação judiciária entre os Estados da União Europeia. Questionada pelo DN sobre este conflito, a Eurojust disse que “as autoridades judiciais italianas e portuguesas - com o apoio da Eurojust - têm, até agora, colaborado prontamente para resolver este processo. As autoridades italianas tomaram e justificaram as suas decisões respeitando a sua legislação e procedimentos jurídicos e comunicaram-nos às autoridades portuguesas”, disse.