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Pedro Nuno Santos sobre a CGD: “Os detalhes devem ser questionados ao ministro das Finanças”

Marcos Borga

Secretário de Estado não nega que tenham sido dadas garantias a António Domingues de que não teria que apresentar a declaração de património. Diz que “os detalhes sobre essa matéria devem ser questionados ao ministro das Finanças”

Escudado pelo Presidente da República que, sexta-feira, veio defender que os novos administradores da Caixa Geral de Depósitos estão obrigados a apresentar as declarações de rendimento, um membro do Governo veio, pela primeira vez, dizer de forma clara que a regra é essa.

Já sobre a garantia que alguém do Governo terá dado a António Domingues de que estariam dispensados de fazer a declaração, Pedro Nuno Santos remete para Mário Centeno, ministro das Finanças, mais "detalhes" sobre o que foi combinado com o novo presidente da Caixa.

Na entrevista ao "DN" e à TSF em que diz preto no branco que os novos administradores da CGD "têm que apresentar a declaração. A lei de 1983 diz isso mesmo", o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, quando questionado sobre a condição que terá sido posta por António Domingues, diz "não ter conhecimento disso". E acrescenta: "Os detalhes sobre essa matéria devem ser questionados obviamente ao ministro das Finanças".

Nuno Santos sublinha, no entanto, que "se fosse essa a nossa intenção (isentar os novos gestores da obrigatoriedade de apresentarem a declaração) tínhamos alterado a legislação que implica a apresentação" da mesma.