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Complemento Solidário para Idosos perdeu 75 mil beneficiários em cinco anos

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Enquanto em dezembro de 2011 havia 235.726 pessoas a receber o Complemento Solidário para Idosos, no final de 2015 eram só já 165.982

No espaço de cinco anos, entre dezembro de 2011 e setembro de 2016, o Complemento Solidário para Idosos (CSI) perdeu mais de um terço dos seus beneficiários – 75 mil – , enquanto a pobreza nessa população aumentava de 14,7% para 17%, conta o “Diário de Notícias” esta quinta-feira.

Enquanto em dezembro de 2011 havia 235.726 pessoas a receber o CSI, no final de 2015 eram só já 165.982; ao nível de pedidos indeferidos, entre 2013 e 2015 foram rejeitados 23.889.

Ao mesmo tempo que o número de beneficiários diminuía do CSI, em dezembro de 2015 o Instituto Nacional de Estatística estimava em 360 mil o número de idosos a viverem abaixo da linha de pobreza. Na época, esta linha estava definida como 422 euros/mês, ou seja, mais 13 euros que o então valor de referência do CSI.

De acordo com a previsão orçamental para o CSI em 2017 – 230,5 milhões –, o Governo de António Costa estima que no próximo ano chegue a cerca de 182 mil idosos, o que corresponde a um aumento de 13,4% face a 2015, mas está ainda longe do número de idosos que a recebiam o CSI em 2011.

Para aumentar o número de beneficiários, o Governo vai lançar, nas próximas semanas, uma campanha que será, segundo a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim, ”quase como criar a prestação de novo” e que passará pelo envio de cartas a 146 mil idosos, conta o “DN”.

“De acordo com a informação que existe no sistema”, disse a governante, “esse número é o dos que podem ser eventuais beneficiários do CSI. Entre eles estão os que já receberam a prestação e a quem esta foi retirada, assim como os que a requereram sem sucesso.”