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ADSE: familiares também passam a contribuir se quiserem manter acesso aos serviços

Em 2017, passam a ser receitas do subsistema de saúde as contribuições “dos familiares dos trabalhadores das administrações públicas, beneficiários do sistema de saúde ADSE”. Ou seja: cônjuges, filhos ou pais que até agora usufruíam desta assistência sem qualquer desconto passam a pagar para poderem aceder aos cuidados de saúde comparticipados

Ao contrário do acontece agora, os familiares dos funcionários públicos que queiram beneficiar da ADSE em 2017 vão passar a pagar uma contribuição, avança o “Público” esta quinta-feira. A informação está firmada no decreto-lei que cria o instituto público da ADSE, a que o matutino teve acesso.

Segundo a documento, no próximo ano passam a ser receitas do instituto as contribuições “dos familiares dos trabalhadores das administrações públicas, beneficiários do sistema de saúde ADSE”. Por outras palavras: cônjuges, filhos ou pais que até agora usufruíam do sistema sem descontarem para o mesmo, vão pagar para poderem aceder aos cuidados de saúde comparticipados.

O decreto-lei não explicita a forma como esta contribuição vai ser aplicada, valor e o universo abrangido, o que indica que será uma decisão que ainda não foi tomada.

Desta forma, o Governo passa a alargar o leque de receitas que alimentam o subsistema de saúde da função pública: passa a contar com as contribuições dos familiares dos trabalhadores do Estado e com as prestações de serviços realizadas pela ADSE para outras entidades públicas.

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