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“Prefiro ir a tribunal por incumprimento de um despacho do que por homicídio”

Quando chegou à liderança do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Carlos Martins encontrou uma dívida de 300 milhões de euros. Desde então, grande parte dos esforços feitos têm sido no sentido de a diminuir. “Temos um número de doentes que se deslocalizaram do sector privado e social para o sector público e concretamente para nós”, conta

O despacho que obriga os hospitais a pedir autorização para todo o tipo de despesas tem sido motivo de queixa de várias instituições. Mas Carlos Martins, ex-secretário de Estado da Saúde do PSD e administrador do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, em entrevista ao “Público” esta sexta-feira, diz que “com planeamento tudo se resolve”.

Contudo, numa situação extrema, as prioridades serão sempre invertidas. “Em momento algum a vida de um doente à nossa responsabilidade ou a sua qualidade de vida (sequelas) estará em causa, sob pena de eu próprio abrir um processo disciplinar. Na minha instituição, sempre que estiver em causa vida de um doente, nós decidimos. Prefiro ir a tribunal por incumprimento da lei dos compromissos ou de um despacho do que ir a tribunal por homicídio”, afirmou.

Carlos Martins rejeita ainda que se veja mais constrangido nas suas liberdades, desde que o Governo de António Costa chegou ao poder. “A minha missão extravasa as questões ideológicas. Tenho tido excelente relação com o atual ministro, tal como tinha com o anterior”, disse.

Quando chegou à liderança do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, o administrador encontrou uma dívida de 300 milhões de euros. Desde então, grande parte dos esforços feitos têm sido no sentido de a diminuir. “Temos um número de doentes que se deslocalizaram do sector privado e social para o sector público e concretamente para nós”, conta.

De todas as intuições que coordena, Carlos Martins destaca o hospital de Santa Maria. Mesmo acusando uma pressão superior nas urgências, o hospital” a sua atividade a níveis de 2012, em termos médios, o que é um dado fantástico”, disse.