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“Schäuble é um incendiário disfarçado de bombeiro”, diz Carlos César

António Cotrim / Lusa

Líder parlamentar dos socialistas não poupa o ministro das Finanças alemão, que já em junho tinha estado envolvido noutro embaraço por causa de Portugal, quando disse que o país ia pedir “um novo resgate e vai tê-lo”

“Portugal foi muito bem-sucedido até ao novo Governo.” As palavras de Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, proferidas esta quarta-feira caíram em Portugal como fogo posto – é a segunda vez, no espaço de poucos meses, que o governante questiona oopções tomadas pelo Governo de António Costa.

Para Schäuble, Passos Coelho estava a fazer um bom trabalho… mas depois chegou António Costa, que chegou ao poder e declarou que “não iria respeitar aquilo que tinha sido acordado pelo Governo anterior”, disse o alemão.

Sem estranheza, as reações no interior do PS foram tudo menos pacíficas. “O ministro das Finanças alemão é um incendiário que se propõe vender a imagem de bombeiro”, acusa Carlos César, líder parlamentar do PS, em declarações à TSF esta quinta-feira.

“Se ele [Schauble] estivesse atento à economia portuguesa, ouvisse o que os seus concidadãos que investem no país dizem, empresas como a Continental ou a Volkswagen, compreenderia que a economia portuguesa tem potencial para progredir com as atuais políticas”, defende Carlos César.

Em junho, Wolfgang Schauble protagonizou outro embaraço político envolvendo a situação económica de Portugal. Disse que o país ia pedir “um novo programa e vai tê-lo”, mas após o caos criado decidiu reformular a sua ideia. “Portugal não quer um novo programa e não vai precisar dele, se cumprir as regras europeias que obrigam à consolidação orçamental e à redução do défice”, disse.