Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Urgências. Quase mais 200 mil atendimentos até agosto

Tiago Miranda

Até agosto, fizeram-se perto de 4,3 milhões de atendimentos nos serviços de urgência, mais 195 mil do que no mesmo período do ano anterior

Ao contrário do que eram as expectativas do ministro da Saúde no início do ano, o número de portugueses a recorrer aos serviços de urgência continua a aumentar e a um ritmo cada vez mais acelerado. Até agosto, fizeram-se perto de 4,3 milhões de atendimentos nestes serviços, mais 195 mil do que no mesmo período do ano anterior, conta o “Público” esta segunda-feira.

O aumento de 4,8% face ao ano anterior vai contra as expectativas de Adalberto Campos Fernandes para 2016. Em janeiro, o governante tinha anunciado uma redução em 3,7% (menos 225 mil) dos episódios de urgência até ao final do ano. É muito pouco provável que essa meta venha a ser alcançada, dado que os meses de inverno são aqueles que costumam registar maior afluência aos serviços de urgência.

Este aumento nas idas às urgências tem ainda outra face: uma parte substancial destes doentes poderia ter sido atendida nos centros de saúde. Na região de Lisboa e Vale do Tejo, por exemplo, nos primeiros oito meses deste ano, quase metade dos doentes (46,6%) não foram triados como casos urgentes, segundo os mais recentes dados da Administração Central do Sistema de Saúde. Esta região foi também aquela onde a procura mais cresceu neste período (6,6%).

O aumento da procura dos Serviços de Urgência já tinha sido assinalado em agosto, quando foram conhecidos os dados do primeiro semestre. O ministro da Saúde sublinhou, nesse mês, que era necessário deixar passar mais tempo para se poder sentir o impacto da contratação, em curso, de novos médicos para os centros de saúde, lembra o matutino.