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Vieira da Silva diz que Governo vai poupar 200 milhões no subsídio de desemprego

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ANTÓNIO COTRIM / Lusa

Ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social considera que Segurança Social “não precisa de uma reforma” e que o problema é haver “interesses privados que colocam em causa a sustentabilidade do sistema”

Helena Bento

Jornalista

O problema da Segurança Social é haver “interesses privados que colocam em causa a sustentabilidade do sistema”, disse Vieira da Silva, ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, no sábado à noite, em entrevista à TSF e ao Diário de Notícias. É por isso que, defendeu o ministro na mesma entrevista, a segurança social “não precisa de uma reforma”.

“A evolução económica mostra um crescimento real de emprego”, o que permitirá poupar, em 2017, 200 milhões de euros no subsídio de desemprego, afirmou Vieira da Silva. No próximo ano, o Governo vai avançar com uma reavaliação dos processos de condições de recurso para pensões não contributivas, medida que se aplicará apenas a novos pensionistas, explicou.

Questionado sobre o aumento das pensões, Vieira da Silva disse que “para o Governo este é um assunto encerrado”, embora o Orçamento ainda vá ser discutido na especialidade. O primeiro-ministro António Costa dissera o mesmo no sábado. Há espaço para alterações ao documento apresentado pelo Governo, na sexta-feira, no Parlamento, mas pensões e a sobretaxa são assuntos fechados.

Reltivamente às reformas antecipadas de trabalhadores com longas carreiras contributivas, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social afirmou que o Executivo quer compensar aqueles que decidam aposentar-se mais cedo, não sendo necessária, porém, “uma alteração orçamental para concretizar esta medida”.