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Vítor Bento: na história dos três porquinhos, Portugal seria aquele que constrói uma “casa de palha”

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M\303\201RIO CRUZ / LUSA

A ideia de aumentar as pensões é uma das medidas que o Governo devia ponderar melhor, alerta o economista Vitor Bento. Estão a ser criadas condições para a “casa de palha” abanar, diz

A história infantil dos três porquinhos existe há muito mas foi com ela que Vítor Bento, administrador da SIBS, em entrevista à Rádio Renascença esta terça-feira à noite, se serviu para definir o que julga ser uma política nacional pouco prudente face a um contexto internacional muito arriscado. “É um pouco como a fábula dos três porquinhos. Isto é, se nos esforçarmos por construir uma casa de pedra, resiste mais ao sopro do lobo, do que se estivermos a construir uma casa de palha”, afirma.

Então, que tipo de casa está Portugal a construir? “Estamos a construir uma casa de palha, aí não estamos de facto a fazer o que devemos”, analisa o economista.

A ideia de aumentar as pensões é uma das medidas que o Governo devia ponderar mais, alerta. Estão a ser criadas condições para a “casa de palha” abanar.

O aumento das pensões é uma das medidas que pode avançar no Orçamento do Estado para o próximo ano. Subir as pensões sem ter a garantia de que vamos poder pagar esse aumento no tempo é um erro, “porque estamos a criar expectativas que não vamos poder cumprir”, defende.

Vitor Bento deixou ainda críticas aos atuais gestores da casa. O Governo do PS está a passar a mensagem errada aos investidores: “Teria dificuldade em imaginar uma política mais agressiva contra o investimento”, adverte.

Quanto à banca, os esforços de António Costa e Mário Centeno têm sido mais frutíferos, diz. Vitor Bento diz ser muito positivo que o executivo tenha conseguido as ajudas para a Caixa Geral de Depósitos “sem que isso contasse para o défice” e elogia o facto de, pela primeira vez, ter sido nomeada uma administração da Caixa “sem comissários políticos”.