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Currículos escolares para 1.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade vão “emagrecer”

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PAULO CUNHA

A “nova forma de gestão dos currículos” poderá ser aplicada “em algumas escolas” ou ser generalizada logo em 2017. “Em função da qualidade do debate [público da proposta], veremos se temos já todas no próximo ano ou só algumas”, explicou João Costa, secretário de Estado da Educação

Ensinar o essencial, dar mais tempo para os alunos estudarem: é este o objetivo que o Ministério da Educação tem em mente já para o próximo ano letivo. Para isso, pretende aplicar “currículos essenciais” das diferentes disciplinas nos 1.º, 5.º e 7.º anos de escolaridade, conta o “Diário de Notícias” esta quarta-feira.

A ideia é focar nos programas “aquilo que é essencial que os alunos aprendam para depois permitir uma melhor gestão do tempo e do trabalho” nas escolas, explicou João Costa, secretário de Estado da Educação, ao “DN”.

O Governo já deu os primeiros passos para esta medida seja possível em 2017. Foi pedido às associações de várias áreas disciplinares, com as quais o próprio governante esteve reunido, que apresentem à tutela “um desenho” daquele que consideram o currículo essencial de cada uma das suas áreas.

Num primeiro momento, esta “nova forma de gestão dos currículos” poderá ser aplicada “em algumas escolas” ou ser generalizada logo em 2017. “Em função da qualidade do debate [público da proposta], veremos se temos já todas no próximo ano ou só algumas”, explicou o secretário de Estado da Educação.

Esta medida deverá ainda chegar ao ensino secundário, em particular ao 10.º ano. “O currículo é gerido por ciclos. Quem já está num ciclo deve levá-lo até ao fim”, justificou.

Este projeto insere-se no chamado Perfil do Aluno no 12.º ano, que visa definir as competências que os estudantes devem ter adquirido no final da escolaridade obrigatória, e que está a ser coordenado em conjunto com o antigo ministro da Educação, Guilherme Oliveira Martins.