Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Défice de 2,5%? “Não devemos olhar para as décimas”, diz Carlos Moedas

  • 333

STEVEN GOVERNO / Lusa

Comissário europeu imparcial quanto à estabilidade política de Portugal: é “importantíssima”, seja ela “de esquerda ou de direita”, diz em entrevista ao jornal online “ECO”

A expectativa da Comissão Europeia é que Portugal não vai cumprir a meta dos 2,5% do défice este ano. Mas isso não será um problema de maior caso o défice fique abaixo dos 3% acordados, diz Carlos Moedas, comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, em entrevista ao jornal online “ECO”, esta terça-feira.

“Não estou aqui a olhar para as décimas, se é 2,5%, 2,4%, 2,6%, 2,8%. Não é esse o olhar que devemos ter. Para mim a questão é saber se Portugal vai conseguir estar realmente abaixo dos 3%, isso é uma questão importante para o país”, afirma.

O importante é que Portugal não entre em incumprimento por défice excessivo, que não seja ameaçado novamente com sanções e veja o seu acesso a fundos estruturais congelado, explica. “Ninguém na Comissão olha para um país, consoante quem é o partido que está no Governo”, garante.

“O meu colega Pierre Moscovici já confirmou que se tudo continuar a correr bem, essa situação [a suspensão de fundos] nem sequer se põe. Especular sobre a situação seria sempre negativo”, explica.

Mesmo tendo vindo da barricada oposta à que neste momento está no Governo, Carlos Moedas é imparcial quanto à estabilidade política do país: é “importantíssima”, seja ela “de esquerda ou de direita”, diz.

Moedas recusa ainda que Bruxelas desconfie do rumo escolhido pelo Governo português. “A Comissão obviamente tem ideias e comentários técnicos sobre os diferentes rumos. Mas quer é que os países cheguem a bom porto, quer saber dos resultados”, diz.