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Governo compromete-se com cortes de 1100 milhões para 2017

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António Cotrim/ Lusa

Com base no PIB de 2016, uma redução 0,6% do défice estrutural em 2017 significa encontrar medidas que permitam poupanças de 1,1 mil milhões de euros

A meta do défice orçamental para 2017 deverá ficar ligeiramente abaixo dos 2% do PIB. Para que esta possa ser alcançada, o Governo vai ter de cortar gorduras de mais de mil milhões de euros – o equivalente a um ajustamento estrutural de 0,6% - e aumentar receitas, avança o “Jornal de Negócios” esta sexta-feira.

O objetivo do Governo foi revelado por Mourinho Félix, secretário de Estado das Finanças, em declarações à “Reuters”. “Para o ano que vem, atendendo aos compromissos europeus, temos de assegurar um ajustamento estrutural, o que será feito, de um valor superior a 0,5% ou 0,6%, e isso implicará um défice ligeiramente abaixo dos 2%”, disse.

Com base no PIB de 2016, uma redução 0,6% do défice estrutural significa encontrar medidas que permitam poupanças de 1,1 mil milhões de euros, de acordo com as contas do matutino.

Dito isto, 2017 será um ano muito mais exigente do que 2016 do ponto de vista do défice, dado que o objetivo traçado para este ano passa apenas por uma estabilização do saldo estrutural.

Estes 0,6% que Mourinho Félix anunciou coincidem ainda com as exigências de Bruxelas, que já tinham sido avançadas nas últimas semanas. Na altura, houve alguma confusão porque o Governo dizia que iria apenas reduzir o défice estrutural em 0,4 pontos percentuais, aproveitando a flexibilidade das regras europeias para países que estão fora do Procedimento dos Défices Excessivos, lembra o “Negócios”.

Com as palavras do secretário de Estado das Finanças fica confirmado o compromisso nos 0,6% - faltam ainda conhecer as medidas que permitirão gerar essas poupanças.