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Pensões. Aumentos propostos por BE e PCP têm custos idênticos

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Marcos Borga

Até aos 838 euros – o correspondente a dois Indexantes de Apoio Social – o aumento proposto pelo BE é de 10 euros, o mesmo valor que o PCP avançou. Para as pensões acima daquele valor, o Bloco quer que a atualização seja igual à inflação

Apesar de existirem diferenças entre as medidas propostas pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP para o aumento das pensões, o impacto orçamental destas não será muito diferente, avança o “Jornal de Negócios” esta quinta-feira. Caberá ao Governo, nas próximas semanas, decidir qual a subida de pensões que é possível acomodar no Orçamento.

O PCP, como já tinha sido noticiado, propõe um aumento de 10 euros para todas as pensões, o que terá custos de cerca de 400 milhões de euros no Orçamento do Estado. Já o Bloco quer uma subida escalonada das pensões, pelo que apurou o “Negócios”.

Até aos 838 euros – o correspondente a dois Indexantes de Apoio Social – o aumento proposto pelo BE é de 10 euros, o mesmo valor que o PCP avançou. Porém, o Bloco quer que para as pensões acima daquele valor a atualização seja igual à inflação.

Na prática, a proposta do BE de aumentar em 10 euros será aplicada a 90% das pensões da Segurança Social e 80% dos pensionistas da Caixa Geral de Aposentações. Só as pensões até 1428 euros terão atualizações inferiores a 10 euros, as restantes terão até aumentos superiores. Desta forma, o custo da proposta ficará ligeiramente abaixo dos 400 milhões de euros, mas não muito distante da sugestão do PCP.

Segundo o matutino, entre os partidos da esquerda existe a perceção de que as negociações sobre o aumento das pensões estão bem encaminhadas. Para ambos os partidos que apoiam o Governo, trata-se de uma matéria crucial.