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Marcelo Rebelo de Sousa: “Que bom ter ganho o melhor!”

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NUNO VEIGA/ Lusa

Presidente da República defende, num artigo de opinião publicado no “Diário de Notícias” esta quinta-feira, que Guterres sempre foi “claramente” o melhor para o cargo. “Pelas suas qualidades pessoais, pelo seu currículo na própria ONU, pela capacidade de visão e de equação dos principais problemas universais”, explica

O Presidente da República insiste que António Guterres “é o melhor para o cargo” de secretário-geral da ONU pela sua “capacidade e visão”. “Vencer na cena internacional é extremamente complexo, tal a junção de razões conjunturais e estruturais, ainda por cima num mundo mais imprevisível do que nunca. Mesmo para os melhores. Mas quando os melhores ganham é bom, é muito bom. Foi o que aconteceu neste caso”, escreve Marcelo Rebelo de Sousa, num artigo de opinião publicado no “Diário de Notícias” esta quinta-feira.

Para o Presidente da República, Guterres sempre foi “claramente” o melhor para o cargo. “Pelas suas qualidades pessoais, pelo seu currículo na própria ONU, pela capacidade de visão e de equação dos principais problemas universais”, explica.

Marcelo destaca ainda os esforços diplomáticos de outros envolvidos na candidatura: Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, o ex-Presidente Jorge Sampaio e o embaixador Álvaro de Mendonça Moura.

Mas que estas notas não tirem os holofotes da pessoa que tem o maior mérito de todos, lembra. “Tudo isto é verdade. Mas António Guterres foi o melhor. Pelo facto muito simples de que é o melhor. De longe. Por isso, a vitória é, em primeira linha, sua. Ou, se quisermos ser justos e prospetivos, da comunidade internacional, que soube perceber o que estava em causa. E teve a coragem de escolher em conformidade.”

O Conselho de Segurança deverá aprovar esta quinta-feira uma resolução a indicar o nome de António Guterres para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, formalizando assim a eleição do sucessor de Ban Ki-moon.

Guterres vai liderar, a partir de janeiro, uma casa que conhece bem, depois de ter chefiado o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), entre junho de 2005 e dezembro de 2015, uma organização com cerca de 10.000 funcionários em 125 países.