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Governo recupera imposto “indireto” sobre gorduras e açúcar

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D.R.

O Governo vê no “Fat Tax” (Imposto das Gorduras) um efeito dois em um: tanto irá ajudar o Orçamento do Estado como poderá ser discutido publicamente como um incentivo à melhoria dos hábitos alimentares por parte da população

Já não há muitas alternativas para aumentar os impostos indiretos em 2017. Por isso, António Costa terá de ser criativo. Segundo revela o “Jornal de Negócios” esta terça-feira, taxar produtos com excesso de sal, açúcar e gorduras – imposto conhecido por “Fat Tax” (Imposto das Gorduras) – é uma ideia antiga mas que pode estar prestes a ser recuperada.

O Governo vê neste possível imposto um efeito dois em um: tanto irá ajudar o Orçamento como poderá ser discutido publicamente como um incentivo à melhoria dos hábitos alimentares por parte da população.

Apesar da solução escolhida pela primeiro-ministro ainda não estar fechada, diz o matutino ser “provável” que o novo imposto se situe na área do consumo. “É verdade que a tributação sobre o consumo tem um impacto regressivo, mas também depende de que tipo de imposto estamos a falar”, disse o primeiro-ministro numa grande entrevista ao “Público” esta segunda-feira.

Costa já não tem muito espaço de manobra para aumentar os impostos indiretos em 2017: está prometido que o IRS vá descer e o IVA encontra-se num estado demasiado sensível para ir além das atualizações anuais.

Outra possibilidade que também já terá sido discutida pelo Governo foi os aumentos sobre os produtos petrolíferos, mas as suas elasticidades começam a ser levadas ao limite, pelo que em 2017 os aumentos poderão ficar-se pela atualização à taxa de inflação, conta o “Negócios”.