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Novo Banco: Bruxelas exige mais 500 despedimentos se a venda não ocorrer até ao final de 2016

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nuno botelho

A Comissão Europeia aceitou prolongar o período de venda do Novo Banco até agosto de 2017, mas deixou condições que só agora foram conhecidas. Se António Ramalho não conseguir a venda, a instituição vai ter de fechar mais balcões e fazer despedimentos

Caso o Novo Banco não venha a ser vendido até ao final do ano, António Ramalho, líder da instituição, terá de despedir 500 funcionários que façam parte dos quadros e fechar mais balcões, por exigência de Bruxelas, conta o “Jornal de Negócios” esta sexta-feira.

Estas penalizações constam da decisão da comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, tomada a 19 de dezembro de 2015, quando aceitou prolongar o período de venda no Novo Banco até agosto de 2017 – a comissária aceitou, mas deixou metas. A versão pública da carta de Vestager, consultada pelo “Negócios”, foi disponibilizada na quarta-feira no site da Comissão Europeia.

Na prática, isto quer dizer que António Ramalho tem até 31 de dezembro para vender o Novo Banco, pois se chegar à época natalícia sem concretizar o negócio, a instituição voltará a ser desvalorizada.

O despedimento de 500 quadros, a concretizar-se, irá somar-se aos mil colaboradores do banco que já foram dispensados durante o primeiro semestre de 2016.

O fecho de balcões e corte de custos também serão reforçados. Segundo a carta de Vestager, a Comissão Europeia exige que o objetivo de corte de despesas passe dos atuais 150 milhões de euros para um valor que pode chegar a 250 milhões. Já o número de balcões deverá diminuir dos 550 atuais para a meta de 450.

O “Negócios” revela ainda que o Novo Banco terá também que transferir para o "side bank", divisão que concentra os negócios e carteiras não estratégicos, novos ativos. Um rearranjo que tornará mais difícil o cumprimento dos objetivos de redução da dimensão do "side bank".