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Há 70 turmas pagas pelos pais nos colégios privados antes financiados pelo Estado

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FOTO MARCOS BORGA

O ministério da Educação ainda não divulgou dados sobre a transferência dos alunos ensino particular para o público. Há 87 turmas em início de ciclo a funcionar com os seus custos a serem suportados na íntegra pelos colégios

Das cerca de 370 turmas de início de ciclo dos colégios com contratos de associação que perderam o financiamento do Estado, 70 abriram este ano com os custos de funcionamento a serem assumidos pelos pais, e outras 87 estão a funcionar com os seus custos a serem suportados na íntegra pelos colégios, revela o “Público” esta quinta-feira. Esta informação foi veiculada ao matutino pela a Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular (AEEP).

Dos cerca de 10 mil alunos que usufruíam dos contratos de associação em colégios privados com o ministério de Educação, só 3600 continuam a frequentar instituições privadas. Os restantes terão sido encaminhados para instituições de ensino público, tal como ministério da Educação terá exigido.

A posição de Tiago Brandão Rodrigues foi clara: no início desta no letivo, só ia haver verbas para as turmas de início de ciclo em estabelecimentos que funcionassem em zonas onde não exista oferta pública, ao contrário do que vinha a acontecer nos últimos anos.

Até agora, o ministério da Educação ainda não divulgou os números relativos à transferência de alunos ensino particular para o público.“A Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares está a estabilizar a informação relativa ao início do ano letivo”, já que na própria semana em que este começou “ainda houve pedidos de transferências”, explica o Ministério da Educação ao “Público”.

Se o número avançado pela AEEP se confirmar e fazendo as contas a turmas com 30 alunos, que é o número máximo, o ensino público terá ganho com esta mudança cerca de 340 turmas, estima o matutino.