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Santos Silva: “Guterres é a personalidade cujas qualidades, experiência e visão tornam especialmente qualificada para liderar a ONU”

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Gonçalo Rosa da Silva

Após cinco vitórias no primeiro ciclo de votações para ponderação de apoios, o antigo primeiro-ministro está bem lançado na corrida à sucessão de Ban Ki-moon. “É, pois, um imperativo candidatá-lo”, escreve Augusto Santos Silva, num texto de opinião publicado esta terça-feira no “Diário de Notícias”

Nos tempos difíceis e complexos que enfrentamos, “[António] Guterres é a personalidade cujas qualidades, experiência e visão tornam especialmente qualificada para liderar a ONU”, escreve Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, num texto de opinião publicado esta terça-feira no “Diário de Notícias”. Após cinco vitórias no primeiro ciclo de votações para ponderação de apoios, Guterres está lançado. “É, pois, um imperativo candidatá-lo”, diz Santos Silva.

Mas o ministro dos Negócios Estrangeiros faz também um apelo à “serenidade”, título que escolheu para o texto de opinião. “É preciso ter consciência de que terminou agora a primeira fase de um processo que vai continuar. Um processo muito complexo, porque não só envolve o conjunto dos membros do Conselho de Segurança como implica um consenso entre os seus membros permanentes. Nada está terminado. Há outros candidatos, cujas qualidades são também notórias”, escreve.

Para Santos Silva, a candidatura de Guterres tem uma grande vantagem: “Não se dirige contra ninguém”. Ou seja, ao nível internacional não entra nas quezílias por poder mais comuns. “Guterres está tão à vontade na questão dos direitos humanos como na questão da paz e segurança e na do desenvolvimento –e esses são, verdadeiramente, os grandes pilares das Nações Unidas”, explica.

As palavras de Santos Silva não são muito diferentes das do Marcelo Rebelo de Sousa, que há cerca de um mês, num texto de opinião para a “Visão”, considerou Guterres “o melhor de todos nós”, admitindo ainda que se este se tivesse candidatado à presidência era provável que ele – Marcelo – não saísse vencedor.