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Estado usou dividendos da Caixa para equilibrar o défice nos últimos 15 anos

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Desde 2000, graças aos dividendos distribuídos, a CGD contribuiu para as contas públicas com o o equivalente a 1,7% do PIB – 2646 milhões de euros –, ou seja, aproximadamente o mesmo valor que o Estado terá agora de injetar no banco

Segundo revela o “Público” esta terça-feira, desde o ano 2000, graças aos dividendos distribuídos, a CGD contribuiu para as contas públicas com o equivalente a 1,7% do PIB – 2646 milhões de euros –, ou seja, aproximadamente o mesmo valor que o Estado terá agora de injetar no banco. Com estes dividendos, os sucessivos Governos foram controlando o agravamento do défice público, mesmo que depois tivessem de devolver os fundos à instituição.

Entre 2000 a 2015, a Caixa só pagou dividendos nos primeiros dez anos. Desde 2010 o banco não tem tido lucros e, por isso, não tem pago dividendos ao acionista estatal. Durante o mesmo período de tempo, a CGD recebeu cerca de 4100 milhões de euros em aumentos de capital, a que se devem ainda somar os 900 milhões de CoCo's.

Se o Estado recebia dividendos, estes não ficavam muito tempo nos cofres. De acordo com o “Público”, esta prática foi sucessivamente realizada porque, durante todos estes anos, os dividendos recebidos pelo Estado eram contabilizados como receita corrente e ajudavam a corrigir o défice.

Já as injeções de capital realizadas em empresas como a CGD que geravam lucros eram registadas apenas como investimentos financeiros, não sendo então contabilizadas para o défice.