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PCP: com o anúncio do novo imposto “BE procurou antecipar-se” e “chamar a si os créditos pela aprovação”

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marcos borga

O PCP não vai entrar numa “competição à esquerda”, garantiu João Oliveira, líder parlamentar comunista, em entrevista à “TSF” esta sexta-feira

“Ao anunciar a criação de um imposto cujos principais elementos estavam ainda em discussão - incluindo entre o PCP e o Governo -, o BE procurou, uma vez mais, antecipar-se no anúncio de uma medida de forma a chamar a si os créditos pela aprovação daquilo que não depende apenas da sua vontade ou intervenção”, acusa João Oliveira, líder parlamentar do PCP, num artigo de opinião publicado na quinta-feira no “Avante”, orgão de comunicação oficial do partido.

Ainda assim, o PCP não vai entrar numa “competição à esquerda”, garantiu João Oliveira, em entrevista à “TSF” esta sexta-feira.

O reboliço dos últimos dias sobre o novo imposto sobre património imobiliário não agrada ao deputado comunista. “Às vezes, somos confrontados com circunstâncias em que a forma parece ser mais relevante do que a substância e em que a alguma encenação acaba por sobrepor-se a alguns critérios mais substanciais de apreciação política", afirmou.

A própria confirmação do PS, “ainda que admitindo a indefinição de alguns dos elementos do imposto”, contribuiu para a confusão dos últimos dias, lembra.

No “Avante”, o líder parlamentar comunista escreveu ainda que na atual solução de Governo, às vezes parece que “andam uns a juntar com o bico e outros a espalhar com as patas”. De qualquer forma, o deputado recusa a ideia de estar a hostilizar o Bloco de Esquerda.

Quando questionado sobre a negociação “em permanência” com o Governo, João Oliveira confessou que “cada problema é um bico-de-obra”, mas que tem sido possível ultrapassar “a maior parte dos problemas que vão surgindo”. O deputado comunista assegurou também que considera que o próximo ano político "nunca poderá ser considerado fácil”, tendo em conta “as dificuldades económicas e sociais que o país atravessa”.