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Passos recua e já não apresenta livro sobre vida privada dos políticos

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PAULO NOVAIS/LUSA

O lançamento do livro escrito por José António Saraiva foi cancelado por razões de segurança e para não acicatar os ânimos, anunciou a editora Gradiva. Passos Coelho alegou que algumas questões privadas e pessoais que eram tratadas no livro “Eu e os Políticos” o fizeram mudar de ideias

Pedro Passos Coelho decidiu mesmo “voltar atrás”, apesar de inicialmente ter recusado essa possibilidade, e já não vai apresentar o novo livro José António Saraiva, ex-diretor do “Sol” e do “Expresso” – “Eu e os políticos: o que não pude (ou não quis) escrever até hoje [O livro Proibido]”.

O líder do PSD alega que algumas questões privadas e pessoais que eram tratadas no livro “Eu e os Políticos” o fizeram mudar de ideias, avança o “i” esta quarta-feira.

Num comunicado enviado na terça-feira à noite à agência Lusa, a editora Gradiva afirma que o ex-primeiro-ministro “pediu ao autor, por motivos pessoais, para o desobrigar de estar presente na sessão de lançamento do livro”, prevista para dia 26, às 18h30, no El Corte Inglés, em Lisboa.

“Esta decisão foi absolutamente inesperada, mas acho compreensível. Metendo-me na pele de Passos Coelho, é de facto a atitude mais sensata”, reage José António Saraiva, em declarações ao “i” desta quarta-feira.

O matutino conta ainda que o lançamento do livro foi entretanto cancelado por razões de segurança e para não acicatar os ânimos. A Gradiva, em declarações à Lusa, afirma que “o livro tem sido objeto de uma polémica, por vezes excessivamente inflamada, nos media e nas redes sociais”.

Segundo a editora, no livro em causa José António Saraiva descreve “um conjunto de episódios polémicos, vividos na primeira pessoa, com diversos políticos e personalidades” portuguesas.

O “livro proibido” já tinha causado na terça-feira uma baixa nas fileiras do PSD. Após ter lido o livro numa noite, Paulo Vieira da Silva, antigo conselheiro nacional dos sociais-democratas, tomou a decisão de sair do partido de que era militante há mais de 25 anos. “É completamente inadmissível que o presidente do PSD e ex-primeiro-ministro de Portugal faça a apresentação deste inqualificável livro que ultrapassa todos os limites da razoabilidade”, afirmou.