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Novo Banco. Há “novos investidores” interessados na dispersão de capital

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A primeira tentativa de venda falhou e, nesta segunda ronda, não está fácil vender o banco que nasceu do fim do BES

José Carlos Carvalho

A venda direta e a dispersão de capital têm sido as duas principais apostas do Banco de Portugal, desde que o processo de venda do Novo Banco foi relançado. António Ramalho recusa a ideia que o banco venha a ser vendido às partes

Há “novos investidores” interessados na dispersão de capital do Novo Banco. A novidade foi deixada por António Ramalho, presidente da instituição bancária, numa mensagem interna enviada aos colaboradores para assinalar o seu primeiro mês em funções. A notícia é avançada esta quarta-feira pelo “Jornal de Negócios”.

“Neste mês também se notou uma renovada atenção dos atuais concorrentes à compra direta do nosso banco, bem como um novo interesse por novos investidores potenciais, em ambiente de IPO (oferta pública de venda ”, anunciou Ramalho, numa nota publicada na intranet do banco.

Apoio ao Fundo de Resolução

O presidente do Novo Banco assume na carta a que o “Negócios” teve acesso, que está a ter uma participação ativa no processo de venda da instituição que o Banco de Portugal tem em curso.

“Continuamos a apoiar intensamente o Fundo de Resolução na venda direta, estamos em vias de terminar os trabalhos essenciais à preparação de um eventual IPO para institucionais e criámos uma equipe designada Capital Project Office para desenvolver e apresentar várias soluções de capital, alternativas e complementares ao processo em curso”, assegurou.

Com esta mensagem, António Ramalho pretende também criar pressão sobre os quatro candidatos que continuam a avaliar a instituição no âmbito da venda direta - o BCP, o BPI, o consórcio Apollo/Centerbridge e o Lone Star.

Venda direta ou dispersão

A venda direta e a dispersão de capital têm sido as duas principais apostas do Banco de Portugal, desde que o processo de venda do Novo Banco foi relançado. “Não existe assim, objetivamente, nenhuma razão para que o banco não encontre um ou vários acionistas neste processo de venda em curso, nesta ou noutra modalidade”, sublinhou.

Ainda na mesma mensagem, Ramalho veio negar qualquer possibilidade do Novo Banco vir a ser vendido por partes. "Surgem esporadicamente ideias vagas sobre a divisão do Novo Banco. Mas hoje tais ideias não são credíveis porque estão desatualizadas", escreveu.