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Mortágua e BE não apresentaram novo imposto à revelia, decisão foi acordada com o Governo

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PAULO NOVAIS/LUSA

Anúncio de Mariana Mortágua de um novo imposto sobre património imobiliário fazia parte de uma “estratégia mediática aceite pelas duas partes”, Governo e Bloco de Esquerda, revela Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do BE, em entrevista à TSF

O Bloco de Esquerda não ultrapassou, não se sobrepôs, ao Governo quando Maria Mortágua apresentou na semana passada um novo imposto sobre imóveis com valor acima de 500 mil euros. O Governo sabia que alguém do BE ia falar sobre o assunto e essa antecipação fazia parte de uma “estratégia mediática aceite pelas duas partes”, revela Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do BE, em entrevista à TSF esta quarta-feira.

“Fizemo-lo [o anúncio do imposto] com o conhecimento do Governo e por isso enquadrada numa estratégia mediática aceite pelas duas partes, que estiveram à mesa tanto na elaboração da proposta, quer sobre a forma como tornar pública esta proposta”, diz Pedro Filipe Soares.

O deputado bloquista tenta ainda limpar suspeitas sobre a forma como este imposto foi criado. Foi um “debate feito a tempo”, antes do debate orçamental, “com o envolvimento do PS” e tratado “com toda a seriedade e com respeito das relações”, explica.

Quando questionado sobre se o acordo das esquerdas é para manter até ao fim da legislatura, Pedro Filipe Soares volta a reiterar uma posição já conhecida do BE. “Nenhum de nós fez o acordo a pensar quando o vai romper. Mas nenhum de nós poderá ser forçado a manter o acordo se não se sentir bem com ele”, afirma.