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“Anúncios são feitos pelo Governo”, defende secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares

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Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos.

Pedro Nunes Santos recusa a ideia de que Mariana Mortágua “mande nas Finanças” e reitera que os “anúncios são feitos pelo Governo”. Na verdade, diz, não foi feito nenhum “anúncio”, porque para isso já era preciso saber todos os detalhes sobre o novo imposto sobre património

Se por um lado o BE diz que o anúncio de Mariana Mortágua tinha sido acordado com o Governo, parte de uma “estratégia mediática” conjunta, há ainda vozes dissonantes dentro do executivo de António Costa sobre o que se passou. Pedro Nunes Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, recusa a ideia que a deputada do Bloco “mande nas Finanças” e reitera que os “anúncios são feitos pelo Governo”, em declarações ao “Diário de Notícias” esta quarta-feira. Na verdade, diz, não foi feito nenhum “anúncio” porque para isso já era preciso saber todos os detalhes sobre o novo imposto.

Ao reiterar esta posição ao “DN”, Pedro Nunes Santos pretendia arrumar a polémica em volta do novo imposto sobre o património de luxo. Mas o tema pode não estar encerrado: Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do BE, revela também esta quarta-feira à TSF que o anúncio de Mortágua tinha sido combinado com o Governo.

Há aqui uma questão de entendimento político a resolver. Pedro Nunes Santos diz que a deputada do BE nem anunciou medida nenhuma. “Este imposto não está finalizado, está longe disso", repete várias vezes ao matutino o secretário de Estado. Mesmo as declarações de Eurico Brilhante Dias, deputado do PS, ao “Jornal de Negócios”, não foram um anúncio de um imposto.

“Nem eu, nem o ministro das Finanças, nem o primeiro-ministro, sabemos qual vai ser o limite desse imposto”, garante, para justificar a sua posição sobre o estado embrionário do imposto.

De qualquer forma, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares recusa que o Governo esteja incomodado com as intervenções de Mariana Mortágua. “Só podíamos estar incomodados com coisas que realmente acontecessem – e não aconteceu nenhum anúncio de impostos porque não está concretizado”, diz ao matutino.