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Luxemburgo prepara “ações criminais” contra responsáveis pela queda do GES

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tiago miranda

Os curadores da insolvência estão a investigar as “operações suscetíveis de ter tido uma influência significativa na situação financeira do GES e das sociedades em insolvência”. O objetivo é ver quais poderão ser imputadas aos atores envolvidos

Porque é que as antigas sociedades de topo do Grupo Espírito Santo foram à falência? Esta é a principal pergunta que a comissão liquidatária das sociedades do Grupo Espírito Santo em insolvência no Luxemburgo quer ver respondida nos próximos tempos. Para tal, está a ponderar ações criminais contra quem considera responsável pela queda das empresas, de acordo com um no relatório que dá conta da reclamação de 7.900 milhões de euros ao grupo em insolvência no Luxemburgo, avança o “Jornal de Negócios” esta terça-feira.

Tal como já tinha sido noticiado, os curadores da insolvência estão a investigar as “operações suscetíveis de ter tido uma influência significativa na situação financeira do GES e das sociedades em insolvência”. O objetivo é ver quais poderão ser suscetíveis de ser imputadas aos atores envolvidos, conta o matutino.

“Para cumprir este objetivo, os curadores estão a analisar a possibilidade de colocar ações criminais”, indica o documento. Os eventuais visados nos processos não são identificados.

Outro dos passos admitidos no relatório prende-se com a implementação de “todas as ações necessárias para assumir o controlo de certas sociedades off-shores ligadas ao GES”. “O controlo destas sociedades permitiria ter acesso à informação sobre as operações destas sociedades e contrariar assim o segredo profissional invocado por certos prestadores de serviços”, lê-se no relatório.