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Medina? “É o pior presidente de Câmara que Lisboa já teve”, diz vereador do CDS

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CAUTELA. Medina mandou há uma semana parar as obras da segunda circular. Sobre muitas das pontas do novelo, joga sobretudo à defesa

alberto frias

Fernando Medina sofre de uma “urgência eleitoral”, “lida mal com as críticas” e tem uma “agenda eleitoralista”, acusa João Gonçalves Pereira, vereador do CDS em Lisboa, em entrevista ao “Diário de Notícias”

Desde que António Costa abandonou a liderança da Câmara Municipal de Lisboa está mais fácil fazer oposição. E a culpa é de Fernando Medina, “o pior presidente de Câmara que Lisboa já teve”, afirma João Gonçalves Pereira, vereador do CDS no mesmo município, em entrevista ao “Diário de Notícias” esta segunda-feira. Medina sofre de uma “urgência eleitoral”, “lida mal com as críticas” e tem uma “agenda eleitoralista”, acusa o responsável do CDS.

“Houve um registo com António Costa e há outro com Medina”, diz João Gonçalves Pereira. Por isso, há espaço político para desbravar na capital. “Enquanto o CDS tem tido e terá nesta campanha eleitoral uma visão inclusiva da cidade, ele [Fernando Medina] tem uma visão exclusiva”, aponta.

Para o deputado do CDS, há maus negócios – sinais de alerta – a serem feitos. “É evidente que Lisboa precisa de obras, mas não precisavam de ser todas feitas ao mesmo tempo. (…) Outro exemplo: parecia que nós estávamos contra o projeto do bike sharing, o que não é verdade. O que não acho normal são os moldes em que o negócio estava a ser feito. Há um despesismo enorme. Como é que uma Câmara gasta 23 milhões de euros num sistema de bicicletas quando podia dividir o risco com um privado?”, justifica.

Quanto à candidatura já anunciada de Assunção Cristas a Lisboa, o vereador do CDS não poupa elogios à líder do partido. “A primeira pessoa a falar nela para a Câmara fui eu, num jantar de Natal, e estou muito contente que o CDS tenha o seu maior ativo na capital. Ela já assumiu que irá exercer mesmo o mandato e está muito motivada. Vamos fazer uma boa dupla. Acho que podemos ter um resultado engraçado em Lisboa”, explica.

Mas para a ambição do CDS se concretizar não será necessário o apoio do PSD? “Esta é uma candidatura aberta, que está disponível para receber independentes e apoios de outras forças políticas, porque o que queremos é um projeto para a cidade”, garante.