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Grupo Violas assume que OPA sobre o BPI era “inevitável”

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Nuno Fox

“Está na altura de nos entendermos todos. E de avançarmos, porque as consequências podem ser nefastas para o banco e não é isso que nenhum dos atores pretende, muitíssimo menos nós”, admiteTiago Violas Ferreira, principal rosto da oposição à OPA do Caixabank sobre o BPI, em entrevista ao “Jornal de Negócios”

A Holding Violas Ferreira resistiu, meteu processos em tribunal, mas não conseguiu evitar a OPA do CaixaBank sobre o BPI. A “OPA é inevitável. Esgotámos a nossa força”, assume Tiago Violas Ferreira, principal rosto da oposição à OPA, em entrevista ao “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

“Está na altura de nos entendermos todos. E de avançarmos, porque as consequências podem ser nefastas para o banco e não é isso que nenhum dos atores pretende, muitíssimo menos nós”, afirmou.

Violas, durante a entrevista, reconhece que a continuação da Assembleia Geral do BPI para desblindar os estatutos, na próxima quarta-feira, deverá mesmo abrir caminho à compra do banco português pelos catalães. “Depois de a desblindagem acontecer, a OPA passa a obrigatória. Nem é preciso a desblindagem acontecer. Se acontecer a votação da proposta do conselho de administração em que o CaixaBank vota com 45%, imediatamente ultrapassa os 33% de lei e, portanto, pode até bem acontecer a desblindagem e a OPA passa a ser obrigatória”, garante.

O Grupo Violas é o maior acionista português do BPI, com uma participação de 2,7% do capital.

Apesar de ter uma participação tão pequena do banco, quando comparada com outros acionistas, Tiago Violas Ferreira confessa que “acreditava sinceramente” que fosse possível conseguir o apoio de outros e manter o banco independente.