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Imposto sobre fortunas já não avança em 2017

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d.r.

“Não havia condições para desenhar uma proposta a tempo do Orçamento do Estado”, assumiu Maria Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, em declarações ao “Jornal de Negócios”. Medida deverá ser relegada para o Orçamento de Estado de 2018

O imposto sobre a riqueza líquida global, também conhecido como imposto sobre as grandes fortunas, já não vai fazer parte do Orçamento de Estado para 2017, avança o “Jornal de Negócios” esta sexta-feira.

Tanto o BE como o PCP não desistiram do imposto, que foi inclusive discutido no grupo de trabalho de política fiscal, mas ambos acordaram, em conjunto com o PS, que seria muito difícil esta medida fosse ainda estudada em profundidade suficiente, de forma a ser incluída no Orçamento de Estado deste ano. Tal como já tinha acontecido com o imposto sobre heranças, o tempo e a viabilidade falaram mais alto.

“A questão foi objeto de análise, mas não está a ser considerada. O grupo de trabalho não concluiu nenhuma nova medida nessa área", disse Eurico Brilhante Dias, deputado do PS, ao “Negócios”.

A mesma informação foi ainda confirmada por Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda. “Não havia condições para desenhar uma proposta a tempo do Orçamento do Estado”, assumiu.