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Passos nunca pensou “que o modelo do PS falhasse tão rápido”

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PAULO NOVAIS/LUSA

Líder social-democrata garante que não falou em resgate e que deseja que no futuro não sejam repetidos os erros do passado

“Sempre pensei que o modelo do PS ia falhar. Nunca pensei que fosse tão rápido”, afirma Pedro Passos Coelho em declarações ao jornal “i”, publicadas esta quarta-feira.

O líder social-democrata falava na sequência do seu discurso no encerramento das jornadas parlamentares do PSD em Coimbra, esta terça-feira, onde não utilizou a palavra resgate e disse esperar que no futuro não sejam repetidos os erros do passado, mas que a surgir um “mal maior” será da responsabilidade do Governo.

“Desta vez, se acontecer qualquer coisa desse tipo, só por consequência de ato deliberado. Quem passou o que nós já passámos não pode aceitar que haja qualquer ingenuidade, desatenção, incompetência ou distração”, disse Passos.

Traçando um cenário negativo da economia, o líder do PSD compara o percurso do atual Governo com o anterior liderado por si e acusa o Governo de António Costa de estar paralisado.

“Estamos a andar para trás em Portugal em 2016. Se em 2017 as opções se mantiverem, será mais um sinal de retrocesso”, acrescenta Passos, sublinhando que foi o caminho conduzido pelo anterior Governo socialista que conduziu ao último resgate.

  • Passos: se houver novo resgate será “por consequência de ato deliberado”

    Num discurso carregado de recados para dentro do PSD, Passos Coelho encerrou as jornadas parlamentares dizendo que “só cá está quem quer”. “A nossa missão não é agradar”, disse, vincando a diferença entre ser coerente ou teimoso. Sobre o Governo e a economia, traçou um quadro negro: “Sabemos a que é que esta abordagem conduziu no passado”