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Professores. Ministério autorizou 4160 pedidos de mobilidade por doença

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MÁRIO CRUZ / LUSA

Em 2015, foram levantadas suspeitas graves de fraude, em particular no distrito de Bragança, em que mais de 200 docentes foram colocados em mobilidade, por doença própria ou de familiares. Nuno Crato, ministro da Educação na época, lançou um inquérito para averiguar a situação, mas os resultados nunca vieram a público

Pelo segundo ano consecutivo, há suspeitas de fraude nos pedidos de mobilidade por doença feitos pelos professores. O Ministério da Educação autorizou este ano 4160 dos mais de 4500 pedidos submetidos, conta o “Correio da Manhã” esta terça-feira.

No ano passado, foram levantadas suspeitas graves de fraude, em particular no distrito de Bragança, em que mais de 200 docentes foram colocados em mobilidade, por doença própria ou de familiares, lembra o matutino. Nuno Crato, ministro da Educação na época, lançou um inquérito para averiguar a situação, mas os resultados nunca vieram a público.

Os números anunciados pelo Ministério da Educação esta semana voltaram a deixar em alerta muitos diretores escolares. “Só espero que não se esteja a repetir o que aconteceu o ano passado. Quero acreditar que este número é correto e não há irregularidades. Mas a verdade é que ainda não temos o resultado do inquérito que o ministro Nuno Crato mandou instaurar”, disse Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), ao “CM”.

Para este responsável, “se algo está mal, os médicos e a respetiva Ordem têm responsabilidade, porque são eles que atestam e não os professores.”