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Médico acusado de burla e corrupção

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Carl Court / Getty Images

Clínico que trabalhava em centros de saúde da Grande Lisboa e três delegados de informação médica suspeitos de esquema com receitas que ultrapassaram 152 mil euros num ano

O Ministério Público acusou um médico do Serviço Nacional de Saúde e três delegados de informação médica de burla qualificada, corrupção e falsificação de documentos, avança o "Jornal de Notícias", na edição desta terça-feira.

O esquema era aparentemente simples: o clínico, que trabalhava em centros de saúde, no concelho de Sintra, passava receitas de medicamentos altamente comparticipados em nome de utentes reformados e pensionistas sem que estes fossem consultados; e os três delegados de informação aviavam as receitas e revendiam-nas a outros utentes e reformados. Em troca, o médico ganhava convites para congressos no estrangeiro, almoços e partidas de ténis; e os delegados atingiam os seus objetivos comerciais.

Em menos de um ano, as receitas totalizaram mais de 152 mil euros. Depois de aviados, os medicamentos eram revendidos em dinheiro a uma associação de reformados. O golpe era facilitado pela inexistência de sistema informático nos centros de saúde onde trabalhava o médico, o que facilitava as prescrições manuais.