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Montenegro: “Há uma União Europeia que tem sido colaborante com o Governo”

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Alberto Frias

António Costa tem sido protegido, quer por Marcelo Rebelo de Sousa quer pela União Europeia, defende o líder da bancada do PSD. Presidente está a ser “cooperante e está a dar todas as condições de governabilidade ao Governo para que este possa executar o seu programa”, defende Luís Montenegro

“Há uma União Europeia que tem sido colaborante com o Governo português e não há desculpa para o Governo se queixar.” Por isso, a equipa de António Costa “tem todas as condições para trabalhar” nos próximos tempos, assume Luís Montenegro, líder da bancada do PSD, em entrevista ao “Público” desta segunda-feira. “A União Europeia, apesar de ter assinalado muitos riscos e incertezas sobre política deste Governo, a verdade é que tem sido cooperante com o Governo”, afirma.

Por outras palavras: António Costa tem sido protegido, quer por Marcelo Rebelo de Sousa quer pela União Europeia. “A grande verdade é que tem tido toda a colaboração das instituições europeias: teve-a na apresentação do Orçamento do Estado de 2016, quando apresentou o programa de Estabilidade e quando teve de discutir a putativa aplicação de sanções. Mesmo no sistema financeiro, o Governo vangloria-se de ter chegado a acordo sobre a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos”, justifica.

O Presidente da República estará também a contribuir para a solidez do Executivo de António Costa. Marcelo está a ser “cooperante com o Governo e está a dar todas as condições de governabilidade ao Governo para que este possa executar o seu programa”, explica.

Ainda na mesma entrevista, Luís Montenegro assume que vê “sem nenhum drama” a candidatura de Assunção Cristas à Câmara Municipal de Lisboa, mas não se compromete com futuros apoios do partido. “É a candidatura e a estratégia do CDS. A nossa tem outro timing. O PSD vai concerteza ter uma candidatura ganhadora em Lisboa. A cidade está caótica e sem rumo. Precisa de uma outra liderança e o PSD tem todas as condições para a protagonizar”, assegura.

O líder da bancada parlamentar do PSD também não quer adiantar qualquer condição para que o seu partido volte ao poder, num cenário de dependência do CDS para ter uma maioria absoluta. “Não vou estar a marcar as condições em que o PSD pode voltar a ser Governo. Temos o objetivo de lá voltar. Estamos a trabalhar para podermos ter o crescimento eleitoral para essa maioria absoluta”, diz.