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Governo reloca €2,6 mil milhões do reembolso ao FMI para a Caixa

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LUZ. A Caixa Geral de Depósitos vai finalmente ter nova administração. A cessante teve de ir ficando contra a sua vontade dos seus membros

Para compensar os 2,7 mil milhões de euros que o Estado vai injetar na Caixa Geral de Depósitos, serão amortizados ao FMI menos 2,6 mil milhões de euros que o previsto, segundo uma apresentação a investidores divulgada pelo IGCP

Até ao final do ano, o Estado devia pagar ao FMI 6,6 mil milhões de euros. Contudo, tudo indica que este valor será reduzido para quatro mil milhões de euros. Para compensar os 2,7 mil milhões de euros que o Estado vai injetar na Caixa Geral de Depósitos, serão amortizados ao FMI menos 2,6 mil milhões de euros que o previsto, segundo uma apresentação a investidores divulgada pelo IGCP, conta o “Jornal de Negócios” esta sexta-feira.

Na apresentação, o IGCP revê em baixa o valor a reembolsar ao FMI em 2,6 mil milhões de euros face ao indicado na apresentação anterior e baixa a previsão de pagamento para quatro mil milhões de euros que estão, no entanto, dependentes das vendas do Novo Banco e da recuperação de ativos do Banif.

Desta forma, tudo corre conforme o planeado para o Governo. Cristina Casalinho, presidente do IGCP, já tinha referido há alguns dias, em entrevista ao matutino, que existia um compromisso com o Governo para que os fundos a injetar não implicassem um acréscimo de emissões de dívida pública. “Há a possibilidade de, pelo menos, esses 2,6 mil milhões não serem utilizados para amortização ao FMI”, assumiu.

O mesmo ponto foi reiterado por Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado do Tesouro, esta quinta-feira no Parlamento afirmando que “a injeção de capital não alterará o plano de emissões de dívida pública estabelecido pelo Governo”.