Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

Incêndios já causaram prejuízos de €229 milhões

  • 333

OCTÁVIO PASSOS/LUSA

Dos 114 mil hectares ardidos em 2016, 53 mil eram de floresta. Segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas o pinheiro-bravo e o eucalipto foram as espécies mais afetadas

Já arderam mais de 114 mil hectares em Portugal este ano. E os prejuízos, consequência da destruição de casas, florestas e outras infraestruturas, são avultados. Até agora, foram contabilizados 229 milhões de euros em estragos, avança o “Correio da Manhã” esta quinta-feira.

Esta estimativa, a que o matutino teve acesso, é do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e é ainda provisória, pois ainda há incêndios no ativo em Portugal.

Dos 114 mil hectares ardidos, 53 mil eram de floresta. A análise dos dados do ICNF revela que o pinheiro-bravo e o eucalipto foram as espécies mais afetadas: 69% da área que ardeu em 2016 era composta por eucaliptos. Este dado em particular terá impacto na indústria madeireira. Por norma, quanto maior a oferta de madeiras, mais baixo será o preço.

“Em breve o mercado terá acesso a maiores quantidades de madeira, muita da qual resultante de incêndios florestais”, explicou o ministério da Agricultura ao “CM”.

António Costa já prometeu que o Governo vai avançar com uma reforma florestal. Uma das alterações poderá passar pelo regresso do envolvimento da Força Aérea ao combate dos incêndios.