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Penalizações para reformas antecipadas quase duplicaram em 2015

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Em 2015, as pensões antecipadas representaram 33,2% do total de 16.198 novas pensões atribuídas, enquanto em 2014 foram 55,4% do total

Em 2015, só 5375 trabalhadores da função pública reformaram-se antes da idade legal, o número mais baixo desde 2007 e menos de metade dos que se tinham reformado no ano anterior. Ao que tudo indica, a razão desta queda é simples: quem se reformou em 2014, levou para casa uma pensão com uma penalização de 12,3%; já em 2015, a penalização subiu para 21,3%, o que terá feito recuar muitos portugueses a abandonar o mercado de trabalho antecipadamente, conta o “Público” esta sexta-feira.

Estes dados constam do relatório da direção da Caixa Geral de Aposentações (CGA), divulgado na quinta-feira. O mesmo documento nota que o agravamento da penalização é consequência das alterações introduzidas no regime da aposentação em 2013. No espaço de pouco tempo as penalizações e as idades a considerar subiram muito.

Em 2012, a idade a considerar para aplicação das penalizações, passou a 63,5 anos; a 65 anos em 2013, e para 66 anos em 2014 e 2015. Por cada ano de reforma antecipada o indivíduo iria receber uma penalização extra de 6%. Ou seja, conforme a idade-meta foi aumentando, maior a perda no valor da pensão.

Em 2015, as pensões antecipadas representaram 33,2% do total de 16.198 novas pensões atribuídas, enquanto em 2014 foram 55,4% do total.