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Fundos para recapitalização da Caixa apagam chumbo no teste de stresse do BCE

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O teste de stresse do BCE detetou que a Caixa precisa de 2.000 milhões de euros de solidez adicional

A Caixa Geral de Depósitos chumbou nos testes de stresse do BCE: foram detetadas insuficiências de mais de 2.000 milhões no cenário mais adverso. Mas isto não vai ser um problema para António Domingues. Segundo o “Jornal de Negócios” esta quinta-feira, este chumbo vai ser coberto pela recapitalização já aprovada por Bruxelas.

O teste de stresse do BCE detetou que a Caixa precisa de 2.000 milhões de euros de solidez adicional. Este valor vai ser mais do que compensado pelas medidas previstas no plano de capitalização do banco do Estado – ao todo, o plano de recapitalização ronda os 5.200 milhões de euros.

Se a Caixa Geral de Depósitos não tivesse já a recapitalização aprovada, aí sim estaria um grande problema para o novo CEO do banco do Estado.

Pelo que o “Negócios” apurou, o desempenho da Caixa neste exercício apenas foi negativo num ambiente adverso, em que é testada a capacidade de resistência dos bancos face a choques económicos agressivos. O cenário utilizado para os bancos portugueses foi o de uma recessão acumulada de 5,3% entre este ano e 2018 e uma desvalorização do preço da habitação de 12% no conjunto dos três exercícios.

Para superar estes testes, as instituições financeiras teriam de manter um rácio de solidez de 5,5%, ou superior. Mas a Caixa não conseguiu, apurou o “Negócios”. De todos os bancos que foram avaliados pelo BCE, apenas o BCP divulgou publicamente a sua nota no final de julho.