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António Domingues aos trabalhadores da Caixa: “Mãos à obra!”

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Nuno Botelho

Para o novo presidente da Caixa Geral de Depósitos, será possível vencer o desafio da restruturação do banco do Estado partindo de “prioridades claras e um programa de execução rigoroso e determinado”

Na Caixa Geral de Depósitos, “há grandes desafios” pela frente, admite António Domingues, o novo presidente do banco do Estado, num texto enviado a todos os funcionários da instituição. Por isso, “mãos à obra!”, pede. Esta notícia é avançada esta quinta-feira pelo “Jornal de Negócios”.

“Vamos mobilizar-nos para cumprir os objetivos de desempenho, melhorar a receita, controlar os custos, gerir adequadamente os riscos e utilizar com o maior rigor o capital publico que nos esta confiado”, garante o CEO da Caixa.

Domingues, acabado de chegar à liderança do banco estatal, promete na missiva interna “maior rigor” no uso do dinheiro estatal e aproveita ainda a oportunidade para defender a equipa de gestão que escolheu para se rodear, mesmo com as dúvidas levantadas pelo Banco Central Europeu. Os gestores que escolheu tem um “profundo conhecimento do sector financeiro”, diz o novo líder da Caixa, na mensagem a que o “Negócios” teve acesso.

O Banco do Estado vai “ter de enfrentar grandes desafios, resultantes da conjugação de fatores internos e externos, num contexto de mudança estrutural do modelo de funcionamento dos serviços financeiros, em consequência das alterações tecnológicas e do próprio padrão de comportamento dos clientes”, admite Domingues.

Para o novo presidente da Caixa, será possível vencer o desafio partindo de “prioridades claras e um programa de execução rigoroso e determinado”.

Soube-se ainda nesta quarta-feira que a Caixa Geral de Depósitos tem uma bolsa de cerca de 700 milhões de euros para gastar com rescisões por mútuo acordo e reformas antecipadas, em Portugal e no estrangeiro.

Já os cortes com pessoal que poderão chegar aos 3000 mil trabalhadores. A fasquia mínima que está em cima da mesa é de 2500 pessoas, mas o plano de redimensionamento da Caixa considera um adicional de 500 saídas.

  • As missões espinhosas de Domingues na Caixa

    Encolher o banco dentro e fora de portas, limpar do balanço o que resta dos créditos tóxicos e preparar a emissão de dívida subordinada no valor de mil milhões de euros são as tarefas hérculeas que o novo presidente da Caixa tem pela frente. É um plano de reestruturação agressivo. Sair de Espanha é uma hipótese