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Estado tenta colmatar fuga aos quadros das polícias com contratações

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Marcos Borga

O Estado vai recrutar 300 polícias em 2017, ao mesmo tempo que tem 324 agentes a quem foi concedida licença sem vencimento e que estão a trabalhar para outros organismos

O Estado pretende recrutar 300 polícias para a PSP em 2017, mas fontes da polícia queixam-se que esse número é insuficiente. Segundo a PSP, existem 324 polícias no ativo – agentes, comandantes, chefes e diretores – a quem foi concedida licença sem vencimento e que estão a trabalhar para outros organismos, avança esta quarta-feira o “Diário de Notícias”.

No fundo, o Estado fica sempre a perder: por um lado deixa fugir quadros e, ao mesmo tempo, gasta dinheiro com novas admissões.

Para além dos polícias com licenças sem vencimento, há ainda 532 em comissão de serviço, a maioria nas polícias municipais de Lisboa e do Porto, onde os salários são mais elevados. Já na GNR, existem apenas 76 militares com licença.

“Há um sentimento geral de desilusão em toda a estrutura policial, dos agentes aos oficiais, por causa da indefinição da carreira e da forma como o poder político tem tratado os polícias nos últimos anos”, disse ao “DN” um oficial da PSP, que pediu licença sem vencimento há cerca de um ano.

A mesma fonte garantiu ainda ao “DN” que muitos dos quadros que têm saído “constituíam uma importante massa crítica para a polícia, pela sua experiência e anos de trabalho impossíveis de substituir de imediato.”