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Caixa tem bolsa de 700 milhões para cortes com pessoal

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Os cortes em pessoal que poderão chegar aos 3000 mil trabalhadores. A fasquia mínima que está em cima da mesa é de 2500 pessoas, mas o plano de redimensionamento da Caixa considera um adicional de 500 saídas, avança o “Público”

A Caixa Geral de Depósitos tem uma bolsa de cerca de 700 milhões de euros para gastar com rescisões por mútuo acordo e reformas antecipadas, em Portugal e no estrangeiro, conta o “Público” esta quarta-feira.

O montante a despender com rescisões tem um teto mínimo de 500 milhões, mas está previsto que possa ser reforçado em 200 milhões de euros. Trata-se de uma margem de segurança para garantir a redução de custos com pessoal, que também envolve o encerramento de balcões.

Os cortes em pessoal que poderão chegar aos 3000 mil trabalhadores são uma das maiores dores de cabeça de António Domingues, o novo presidente da Caixa, que assume funções nesta quarta-feira. A fasquia mínima que está em cima da mesa é de 2500 pessoas, mas o plano de redimensionamento da Caixa considera um adicional de 500 saídas.

Este plano deverá ser aplicado de forma faseada e com recurso a parte do montante da recapitalização – 5.200 milhões de euros. A redução do número de funcionários do banco do Estado tenderá a acelerar nos próximos tempos.

De acordo com o relatório de contas da Caixa de 2015, no ano passado rescindiram com a instituição 448 funcionários – esta diminuição foi influenciada pelo programa Horizonte, lançado no ano passado para facilitar as pré-reformas ou aposentações voluntárias, segundo a Caixa.