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Relatórios internacionais da PSP e GNR são partilhados com as secretas e PJ

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JOSÉ COELHO/LUSA

A decisão da ministra Constança Urbano de Sousa foi bem-recebida nas secretas e entre os investigadores da Judiciária, dado que alguns dos oficiais de ligação já enviavam informações para as outras forças de segurança. Contudo, esta permuta não estava sistematizada e o seu envio era aleatório

Todos os relatórios policiais escritos pelos oficiais de ligação do ministério da Administração Interna (MAI) no estrangeiro têm de ser partilhados regularmente com a Polícia Judiciária (PJ), o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) e o ministérios dos Negócios Estrangeiros, conta o “Diário de Notícias” esta terça-feira. O despacho dado pela ministra Constança Urbano de Sousa, assinado em junho, já está em vigor.

Até agora, estes relatórios só eram enviados à respetiva hierarquia e ao ministério dos Negócios Estrangeiros. Mas Constança Urbano de Sousa quis acabar com a ideia das “capelinhas” entre as diferentes forças policiais, explicou fonte do gabinete da ministra ao “DN”.

Esta decisão foi bem-recebida nas secretas e entre os investigadores da Judiciária, sendo que alguns dos oficiais de ligação já enviavam informações para estas autoridades. Contudo, esta permuta não estava sistematizada e o seu envio era aleatório.

“A ministra percebeu, e bem, que uma parte significativa das matérias criminais tratadas a partir destes países dizem respeito a matérias da competência da PJ e também acompanhadas pelos serviços de informações, como é o caso de toda a criminalidade organizada transnacional, tráfico de droga e o terrorismo”, explicou fonte da Polícia Judiciária ao matutino.