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PCP e Bloco querem subida “real” das pensões no próximo Orçamento do Estado

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FOTO Luis Barra

Jerónimo de Sousa e Catarina Martins querem um aumento nas pensões que seja valorizado pelos reformados, de forma a silenciar críticas vindas da direita

Falta pouco para o Orçamento do Estado para 2017 passar a ser a questão política central em Portugal. PCP e Bloco, partidos da “geringonça”, já estão a negociar com o PS: os dois querem garantir aumentos reais nas pensões mais baixas, indo além do que tinham acordado com o Governo em primeiro lugar, o que está a gerar algum desconforto junto do ministério das Finanças, conta o “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

Pelo que o matutino apurou, os dois partidos de esquerda querem um aumento significativo e não percentual das pensões mais baixas – as que vão até aos 630 euros. Esta posição já foi assumida publicamente tanto por Jerónimo de Sousa e Catarina Martins.

Na prática, esta reivindicação vai mais longe do que o acordo estabelecido a quando da formação da “geringonça”. Ao PS, não bastará aplicar a lei de atualização das pensões ou o “descongelamento” destas, como tinha sido acordado. Os dois partidos querem um aumento que seja valorizado pelos reformados, de forma a silenciar as críticas vindas da direita.

Se o plano do Governo para 2017 não fosse alterado, o que aconteceria era a aplicação integral da lei de atualização das pensões, que esteve suspensa desde 2009. Isto representaria uma atualização das pensões até 628 euros ao nível da inflação: 0,7%, de acordo com as últimas previsões.

Segundo o “Negócios”, no ministério das Finanças esta reivindicação do PCP e Bloco é vista com muito desconforto, não só pelo seu efeito orçamental, mas pelas tensões que possa vir a gerar junto dos aposentados da Função Pública, que não iriam usufruir desta atualização.