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Número de despedimentos em quebra histórica

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Luís Barra

No mês passado, 45.202 portugueses inscreveram-se nos centros de emprego em Portugal continental. Desses, 4.601 foram despedidos pelas empresas onde trabalhavam

Desde 2003 que não havia tão poucos despedimentos em Portugal, revelam os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para o mês de julho. Esta notícia é avançada pelo “Jornal de Negócios” esta segunda-feira.

No mês passado, 45.202 portugueses inscreveram-se nos centros de emprego em Portugal continental. Desses, 4.601 foram despedidos pelas empresas onde trabalhavam. Trata-se do valor mensal mais baixo desde 2003, ano em que IEFP começou a compilar estes dados.

Portugal, desde a chegada da troika em 2011, entrou numa trajetória ascendente de despedimentos que só veio a quebrar pela primeira vez no verão do ano seguinte. O pior mês que há registo foi o de dezembro de 2011: mais de 15 mil portugueses foram despedidos e inscreveram-se nesse mês nos centros de emprego. Desde então, o número de despedidos inscritos no IEFP tem vindo a diminuir mensalmente.

O “Negócios” conta ainda que o principal motivo para a inscrição nos centros do IEFP continua a ser a não renovação de contratos a prazo (43,6% do total em julho), seguido por "ex-estudantes" (10,3%) e, só então, pessoas despedidas (10,2%).