Siga-nos

Perfil

Expresso

Revista de imprensa

CGD. Partido Comunista traça “linha vermelha” para o futuro do banco

  • 333

Luís Barra

CGD tem de ter agências em todos os concelhos

Helena Bento

Jornalista

O banco público tem de ter “obrigatoriamente” dependências em todos os concelhos do país e nenhum futuro plano de reestruturação pode admitir outra situação que não esta. A exigência foi apresentada por Jorge Pires, membro da comissão política do comité central do PCP, em declarações ao Diário de Notícias.

“É muito difícil dizer o que deve fechar e o que não deve fechar. Mas não pode acontecer o que já tem vindo a acontecer, que é fechar balcões onde há dificuldades de mobilidade, onde uma parte da população é idosa, onde as pessoas estão habituadas há muito tempo a ter no banco público o seu banco de referência, onde recebem as suas pensões e fazem as suas transações e de repente veem o banco público fechar”, afirmou o dirigente comunista, citado pelo DN.

“Dizer que se tem de fechar balcões na atividade doméstica e na atividade internacional não é um bom princípio. A Caixa já fechou centenas de balcões no continente e nas ilhas e, portanto, o caminho tem de ser o inverso, ou seja, reforçar a atividade da CGD”, acrescentou.

Para Jorge Pires, o mais importante é que a Caixa Geral de Depósitos desenvolva o seu “papel principal” - “apoio às micro e pequenas e médias empresas, às famílias e ao desenvolvimento da economia”. “A CGD tem de ter um papel fundamental numa política que alargue o crédito às micros, pequenas e médias empresas, que são 85% do tecido económico nacional, e que hoje vivem um sufoco enorme porque não têm acesso ao crédito, dado que não têm garantias para dar porque já deram o que tinham para dar”.