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Só Gaspar tinha a despesa pública mais controlada que Centeno nesta época do ano

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José Sena Goulão/Lusa

Até ao final de junho, o Governo gastou 45,3% do orçamento previsto para 2016. Há um ano, Maria Luís Albuquerque já tinha executado 47,4% do total orçamentado

Melhor do que Mário Centeno no controlo da despesa só Vítor Gaspar. Desde 2008 que não havia um desvio tão pequeno do défice face ao Orçamento de Estado, conta o “Jornal de Negócios” esta quinta-feira, dia em que serão conhecidos os dados da execução relativos ao mês de julho.

De acordo com os dados da Direção-Geral do Orçamento (DGO), até ao final de junho o Governo gastou 45,3% do orçamento previsto para 2016. Por comparação, há um ano Maria Luís Albuquerque já tinha executado 47,4% do orçamento.

A confirmar-se a previsão da UTAO de que o défice nos primeiros seis meses do ano ficou entre 3,1% e 3,2% do PIB, significa que existe um desvio de cerca de um ponto percentual face ao objetivo do Orçamento do Estado para 2016. Em anos anteriores, esse desvio foi sempre superior a dois pontos.

Mário Centeno tem razões para estar contente mas não se pode deixar entusiasmar: o segundo semestre de 2016 promete ser um desafio para as contas públicas do Estado. Ao que tudo aponta, a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, com a injeção de 2,7 mil milhões de euros, obrigará um orçamento retificativo.

E ao contrário de outros anos, em que o défice tendia a melhorar ao longo do ano, em 2016 prevê-se o cenário inverso. A pressão sobre a despesa e receita será maior daqui para frente por causa do carácter gradual de algumas medidas, tais como a reposição salarial na Função Pública ou a descida do IVA da restauração, lembra o “Jornal de Negócios”.