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Ernst & Young levanta dúvidas sobre avaliação do Novo Banco

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nuno botelho

Tanto o Fundo de Resolução como a Ernst & Young não conseguem dizer “com segurança” se o Novo Banco ainda vale 4900 milhões de euros

Apesar das últimas expectativas apontarem que a venda do Novo Banco venha a ser concretizada por um “preço simbólico”, tal como o Expresso noticiou no passado sábado, o Fundo do Resolução mantém a avaliação da instituição nos 4900 milhões de euros, o mesmo valor que foi injetado aquando da sua criação. Mas de acordo com o que revela o “Jornal de Negócios” esta terça-feira, a avaliação do auditor, a Ernst & Young, levanta reservas às contas de 2015 do Fundo de Resolução e alerta que a instituição pode estar a ser sobrevalorizada.

“O Fundo não dispõe de informação suficiente para aferir com fiabilidade o valor da referida participação”, lê-se no parecer da Ernst & Young, que está disponível no site do auditor. “Das diligências tomadas para aferição de eventuais perdas por imparidade, concluiu-se que não é atualmente possível quantificar qualquer ajustamento com razoável segurança, pelo que foi mantido o valor inicialmente escriturado”, explica.

Por outras palavras: não é possível dizer se o Novo Banco ainda vale 4900 milhões de euros. A mesma posição é assumida pelo próprio Fundo de Resolução, dado não ser possível atribuir “com segurança” um novo valor ao banco, diz.

Nas contas de 2015, o Novo Banco ignora a desvalorização da instituição nos últimos dois anos. “Face à impossibilidade de estimar alterações nos fluxos financeiros futuros associados ao valor da participação, foi mantido o valor inicialmente escriturado”, refere o relatório.