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Banca perdeu 1400 balcões em cinco anos

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Luís Barra

Em 2011, existiam 6306 agências por todo o país, que empregavam 57.069 pessoas. Passados cinco anos, já só existem 4908 agências e menos de 48 mil trabalhadores

A crise financeira de 2011 foi o rastilho para uma restruturação forçada da banca portuguesa. Em cinco anos, a banca perdeu nove mil trabalhadores e 1400 balcões, conta o “Diário de Notícias” esta terça-feira. Jovens são os principais afetados.

Em 2011, existiam 6306 agências por todo o país, que empregavam 57.069 trabalhadores. Mais 66 balcões e mais 225 colaboradores do que no ano anterior, segundo a Associação Portuguesa de Bancos (APB). Desde então, a tendência tem sido decrescente. Em 2015, já só existiam 4908 agências, que empregavam menos de 48 mil trabalhadores.

Ao nível das agências, quase 50% dos encerramentos ocorreram nos grandes centros urbanos – Lisboa e Porto – com o desaparecimento de 653 balcões.

Hoje, os bancos empregam menos 64% de trabalhadores até aos 29 anos; e menos de 10% dos quadros foram contratados nos últimos cinco anos. Ou seja, não está a ser gerado emprego nesta área, o que afeta principalmente os jovens.

Durante o mesmo período, os salários também baixaram. Entre 2011 e 2014, a remuneração-base média nas “atividades financeiras e de seguros” recuou 0,48%, de 1580 euros mensais para 1573 euros.