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BES. Carlos Alexandre manda arrestar contas bancárias de arguidos

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Ricardo Salgado, antigo presidente do Banco Espírito Santo

Luis Barra

O objetivo da operação em curso é apreender mais de mil milhões de euros. Em maio de 2015, a Polícia Judiciária fez o arresto preventivo de imóveis

Desde sexta-feira, o Gabinete de Recuperação de Ativos (GRA) da Polícia Judiciária está a apreender os saldos de contas bancárias controladas por ex-responsáveis do Grupo Espírito Santo indiciados da prática de crimes vários, por ordens do juiz Carlos Alexandre. A notícia é avançada esta terça-feira pelo “Jornal de Notícias”.

O objetivo da operação em curso é arrestar mais de mil milhões de euros – valor que poderá ser utilizado mais tarde para indemnizar o Estado e lesados do BES. Em maio de 2015, o mesmo gabinete da Polícia Judiciária fez o arresto preventivo de imóveis, com resultados que frustraram as expectativas iniciais.

Na época, a Procuradoria-Geral da República justificou a operação em curso como “uma medida de garantia patrimonial que visa impedir uma eventual dissipação de bens [por parte dos arguidos] que ponha em causa, em caso de condenação, o pagamento de quaisquer quantias associadas ao crime, nomeadamente a indeminização de lesados ou a perda a favor do Estado das vantagens obtidas com a atividade criminosa.”

De acordo com o “JN”, o último despacho do Tribunal Central de Instrução Criminal chegou ao GRA na passada sexta-feira. As contas visadas são da banca nacional, algumas tituladas por pessoas singulares, outras por empresas.

Pelo que o matutino apurou, há situações muito diversas. Contas controladas por suspeitos e que o curso das investigações só agora permitiu identificar; contas de empresas em situação muito difícil e que estão a ser alvo de planos especiais de revitalização.