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Candidatura de Cristas a Lisboa sem apoio no PSD

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JOSÉ COELHO / Lusa

Entre 1980 e 1990, o centrista Nuno Krus Abecasis liderou Lisboa com o apoio do PSD. Fonte social-democrata garante que Cristas como cabeça de lista de uma coligação à direita “não tem aceitação no partido”

Se Santana Lopes – ou qualquer outro candidato com peso – não avançar pelo PSD para Lisboa, o CDS pode jogar o seu ás de trunfo. Segundo o “Diário de Notícias” desta segunda-feira, dados avaliados pelo CDS permitem avançar com um cenário muito otimista caso Assunção Cristas, atual líder do partido, concorra a Lisboa nas eleições autárquicas marcadas para o próximo ano. Para alcançar o lugar cimeiro nas votações, o CDS teria de convencer o PSD a apoiar Cristas.

Se tal acontecesse, não seria a primeira vez que o CDS chegaria ao poder no município de Lisboa com o apoio do PSD: já sucedeu com Nuno Krus Abecasis, entre 1980 e 1990.

O CDS “tem vindo a testar nos últimos meses os vários cenários e candidatos possíveis para as eleições autárquicas” do próximo ano, sendo “Lisboa um dos concelhos em análise, para o qual Assunção Cristas é, de acordo com os estudos que temos feito, o nome que recolhe maior percentagem de votos e menos rejeição”, confirmam fontes da direção do CDS ao “DN”. De todos os nomes analisados para Lisboa, Cristas “é de longe a que recolhe mais apoio e a que tem maior notoriedade”, explicam.

E do lado do PSD, como é encarada esta possibilidade? Em declarações ao matutino, fonte social-democrata contraria o entusiasmo nas fileiras do CDS. “Até Pedro Santana Lopes decidir se é ou não candidato, estamos em blackout sobre essa matéria", explica a fonte, lembrando ainda que um cenário de Cristas como cabeça de lista de uma coligação à direita “não tem aceitação no partido”.