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Catarina Martins: “Bloco consegue ter o pior de dois mundos”

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A líder do Bloco garante que todos os dias se arrepende da criação da "geringonça"

Luís Barra

Em entrevista ao jornal Público, a líder bloquista traça um balanço agridoce dos primeiros meses de vida dos acordos à esquerda (“Todos os dias me arrependo”), mas reafirma o apoio ao PS: “Enquanto os objetivos que estiverem a ser traçados forem cumpridos, cá estamos”

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Qual é o balanço de mais de meio ano de "geringonça"? Para a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, a resposta é agridoce: "O Bloco consegue ter o pior de dois mundos, caricaturando: nem estamos confortavelmente na oposição, nem temos a relação de forças para fazermos o que gostaríamos".

Falando em entrevista ao jornal "Público" sobre os acordos assinados à esquerda que permitiram viabilizar um governo socialista, a líder bloquista garante que "todos os dias" se arrepende da criação desta rede de apoios conhecida como "geringonça", mas assegura que "enquanto os objetivos que estiverem a ser traçados forem cumpridos", o Bloco manterá o apoio ao PS.

Para Catarina Martins, a posição por vezes ingrata do seu partido transforma as suas ações diárias numa luta constante: "Todos os dias são uma luta para ver o que é que é possível conseguir com a relação de forças que temos", assegura. No entanto, e se considera que o partido do governo deveria "estar a preparar-se para reestruturar a dívida portuguesa" - uma das principais bandeiras bloquistas -, Catarina Martins também esclarece que do PS espera apenas que "faça o que tem feito até agora".

Na mesma entrevista, a líder do Bloco de Esquerda aproveita ainda para criticar as ações da União Europeia (UE), nomeadamente no acolhimento de refugiados, e a ascensão de Donald Trump nos Estados Unidos: "O problema é a política do ódio. Está a crescer. É o mais perigoso de tudo".