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TAP com prejuízo de €28,2 milhões no primeiro semestre

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Gonçalo Rosa da Silva

A transportadora nacional registou um resultado negativo de 28,2 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2016, uma redução de 74,2% face ao mesmo período do ano passado. Mas o número de passageiros também baixou

A TAP terminou o primeiro semestre de 2016 com prejuízos, cerca de 28,2 milhões de euros, mas menores do que os resultados registados no mesmo período do ano passado (109,6 milhões). Estes números dão mais otimismo à administração da transportadora aérea nacional.

Num documento interno da TAP, citado na edição desta quinta-feira do "Jornal de Negócios", os responsáveis da companhia assumem ter a expectativa de fechar 2016 com resultados positivos. Em 2015, a companhia aérea registou um prejuízo de 99 milhões de euros.

"O primeiro semestre regista tradicionalmente resultados inferiores aos do segundo devido à sazonalidade da operação. Desta forma mantém-se a expectativa de atingir o final do ano com resultados positivos", lê-se no documento.

Nos primeiros seis meses deste ano, as vendas da TAP atingiram os 985,2 milhões de euros. Uma faturação inferior à registada no período homólogo de 2015, que ultrapassou os mil milhões de euros. Contudo, a redução dos gastos operacionais em 155 milhões de euros, motivada sobretudo pela descida do preço do combustível, permitiu compensar as perdas nas vendas.

O montante da dívida da TAP também recuou neste período, passando dos 887 milhões para 806 milhões, menos 9%.

No documento, os responsáveis pela companhia afirmam que não prevêm o aumento do número de passageiros transportados. Na verdade, a companhia registou no primeiro semestre de 2016 quebras no número de passageiros transportados nos voos entre a Europa, Áfricas e Américas, uma situação "largamente influenciado por uma conjuntura desfavorável nos principais mercados do longo curso, nomeadamente a situação económica e política no Brasil, a contração da economia angolana e a deterioração da economia na Venezuela".

Mas, ainda assim, a TAP aponta para um crescimento dos passageiros nos voos domésticos, com a inauguração na primeira parte de 2016 da ponte aérea Lisboa-Porto, e nas rotas do Atlântico Norte.

Em curso, está a reestruturação da rede da TAP, que está a ser realizada pela Atlantic Gateway que detém 45% da companhia e é responsável pela gestão operacional da companhia aérea. Em curso, está o plano de capitalização acordado entre este consórcio (entre David Neeleman e Humberto Pedrosa) e o Estado (que possui 50% da companhia) e que permitirá aumentar a liquidez da transportadora. O acordo entre o Estado e a Atlantic Gateway, fechado em maio passado, ainda não foi formalizado, aguardando a assinatura final - algo que só deverá acontecer em setembro. Por afinar, estão ainda alguns pormenores do acordo, nomeadamente a venda de 5% do capital da empresa aos trabalhadores e a renegociação da dívida da TAP com os bancos credores.